...e o tempo é realmente o que me faz despedaçar e desabar alguns andares a baixo, mas pensando com um pouco mais de serenidade...
é muito bom que o tempo passe, [que você continue com ele pra sempre]é muito bom o que você aprende com o simples passar do tempo, a calma com que você lida com certos assuntos, a estrutura q se ergue na sua base,a experiencia, as constantes olhadas no retrovisor e aquela risadinha de *hummnn*...
e quando eu estava escutando umas musicas outro dia...e lembrando o quanto eu visitei elas a uns tempos atrás como se fossem um abrigo, e escutar elas agora dá uma sensação de força, de amadurecimento...e é bom sentir isso e pensar por um instante que vai chegar um dia que vc vai se tornar um deus de nao ter mais pra onde crescer, e é bom a sensação de grandeza por alguns instantes...e eu nao estou dizendo grandeza em relação a ninguem não, em relação a mim mesmo, bem maior que eu mesmo...superação.
e eu me esforcei e consegui o que queria, e estou aproveitando os alguns minutos-de-antes da batalha recomeçar falando sobre grandeza...
pfff a de hoje foi uma prova de matematica...
quarta-feira, agosto 24, 2005
domingo, agosto 21, 2005
coração gelado [ ou fantasias suas]
Porque você ficou parada me olhando sem saber o que dizer, e você levantava o pulso como se estivesse na ponta da língua, mas não poderia sair porque você estava acostumada a criar barreiras pra tudo...
E nós passamos um bom tempo parados e olhando para o vento (estreitamente para nós)
Eu tinha muito o que falar também, porque a sua falta de presença tinha me causado dúvidas também, e você resistia ,como em uma guerra, a se revelar...
E depois de tantas vezes tentar e vacilar, você levantou e saiu, eu tive que ir atrás porque nós não poderíamos simplesmente jogar areia como nós estávamos acostumados a fazer...
Eu tive que te puxar e te trazer pro mesmo lugar, porque se eu não fizesse isso àquela hora não seria nunca mais, e eu não queria carregar essa peso nas costas...
Então não tinha mais porque se segurar e você começou a gaguejar, e soltar palavras que te afligiam, e mostrou como você se sentia frente àquela situação, então revelou suas fantasias em cima daquilo, e se entregou ao que os outros esperavam, ao que os outros achavam que você era, mas eu sabia que não...
E você hipoteticamente se sentiu coração-gelado e falou que não dava mais pra continuar, você disse que precisava disso pra crescer, e isso estava te encorajando a ir embora...
(Porque você não conseguia simplesmente seguir e crescer a dois?) porque você não gostava de perder o jogo, porque você via nossas conversas como uma competição, porque você não estava acostumada a ceder e se abrir e perder peso...
Como você tinha se fechado nos últimos tempos, eu também não me sentia mais dentro do nó, e eu não te contei que eu também não conseguia mais segurar isso, mas depois que você se explicou eu achei um absurdo você se sentir assim, e eu entendi o seu lado (que eu sabia que era fictício) e eu tentei por alguns dias melhorar a situação, talvez uma reconciliação...
Eu sugeri sermos bons amigos, porque nós ainda tínhamos tudo pra dar certo, e disse que você podia contar comigo e se algum dia quisesse se abrir eu estaria por perto, e eu tentei me manter ao seu lado por um tempo, mas você não desistiu da competição...
Nós seguramos alguns dias, nos obrigando a conviver, era bom, era normal, mas não era mais a mesma coisa, também não poderia ser, você nunca iria se revelar e eu nunca revelaria que te conhecia, você se achava coração-gelado então nós nos mantivemos no freezer.
Eu não lembro do dia em que eu me afastei, acho que aos poucos a inércia foi me levando à isso, eu fui me desencorajando e me fechando, as vezes eu me arrependo de não ter me esforçado mais com você, mas chego à conclusão que não adiantaria e eu começo a culpar o tempo e as pequenas coisas do caminho...
Eu tentei, depois de um tempo, várias aproximações e percebi que você, assim como eu, tinha conhecido novas pessoas e conseguia viver normalmente no dia-a-dia e eu me pegava te observando como um guardião e preocupado se você estava se dando bem nesse mundo como um solo...
Eu tive (e tenho) algumas conversas com você e hoje em dia te tenho como uma amiga para de vez em quando, e te comprimento toda vez que passo e não sei se você se lembra dos especiais e raros segundos em que nós compartilhávamos harmonia perfeita...
E eu estou aqui meses de distancia ainda escrevendo sobre isso, por que me deixava seriamente preocupado o quanto você fantasiava seus sentimentos, e se sentia como nas músicas e histórias que você escutava...
E nós passamos um bom tempo parados e olhando para o vento (estreitamente para nós)
Eu tinha muito o que falar também, porque a sua falta de presença tinha me causado dúvidas também, e você resistia ,como em uma guerra, a se revelar...
E depois de tantas vezes tentar e vacilar, você levantou e saiu, eu tive que ir atrás porque nós não poderíamos simplesmente jogar areia como nós estávamos acostumados a fazer...
Eu tive que te puxar e te trazer pro mesmo lugar, porque se eu não fizesse isso àquela hora não seria nunca mais, e eu não queria carregar essa peso nas costas...
Então não tinha mais porque se segurar e você começou a gaguejar, e soltar palavras que te afligiam, e mostrou como você se sentia frente àquela situação, então revelou suas fantasias em cima daquilo, e se entregou ao que os outros esperavam, ao que os outros achavam que você era, mas eu sabia que não...
E você hipoteticamente se sentiu coração-gelado e falou que não dava mais pra continuar, você disse que precisava disso pra crescer, e isso estava te encorajando a ir embora...
(Porque você não conseguia simplesmente seguir e crescer a dois?) porque você não gostava de perder o jogo, porque você via nossas conversas como uma competição, porque você não estava acostumada a ceder e se abrir e perder peso...
Como você tinha se fechado nos últimos tempos, eu também não me sentia mais dentro do nó, e eu não te contei que eu também não conseguia mais segurar isso, mas depois que você se explicou eu achei um absurdo você se sentir assim, e eu entendi o seu lado (que eu sabia que era fictício) e eu tentei por alguns dias melhorar a situação, talvez uma reconciliação...
Eu sugeri sermos bons amigos, porque nós ainda tínhamos tudo pra dar certo, e disse que você podia contar comigo e se algum dia quisesse se abrir eu estaria por perto, e eu tentei me manter ao seu lado por um tempo, mas você não desistiu da competição...
Nós seguramos alguns dias, nos obrigando a conviver, era bom, era normal, mas não era mais a mesma coisa, também não poderia ser, você nunca iria se revelar e eu nunca revelaria que te conhecia, você se achava coração-gelado então nós nos mantivemos no freezer.
Eu não lembro do dia em que eu me afastei, acho que aos poucos a inércia foi me levando à isso, eu fui me desencorajando e me fechando, as vezes eu me arrependo de não ter me esforçado mais com você, mas chego à conclusão que não adiantaria e eu começo a culpar o tempo e as pequenas coisas do caminho...
Eu tentei, depois de um tempo, várias aproximações e percebi que você, assim como eu, tinha conhecido novas pessoas e conseguia viver normalmente no dia-a-dia e eu me pegava te observando como um guardião e preocupado se você estava se dando bem nesse mundo como um solo...
Eu tive (e tenho) algumas conversas com você e hoje em dia te tenho como uma amiga para de vez em quando, e te comprimento toda vez que passo e não sei se você se lembra dos especiais e raros segundos em que nós compartilhávamos harmonia perfeita...
E eu estou aqui meses de distancia ainda escrevendo sobre isso, por que me deixava seriamente preocupado o quanto você fantasiava seus sentimentos, e se sentia como nas músicas e histórias que você escutava...
sábado, agosto 06, 2005
eu nao tenho nada pra falar [ou é só um tempo, espere...]
...
eu não tenho o que falar por enquanto...
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