terça-feira, novembro 21, 2006

Mar em construção [ ou quebra-barreira]

De prédio pra subir
muro pra escalar
conselho pra ouvir
sussurro pra não incomodar...
Tanta gente por aí
sem saber por onde ir
sem lugar pra cair
tempo de senitr
de tanta gente e muro e prédio
eu faço o mar
de tanto grito e conflito e tédio
eu faço o mar
De regra pra cumprir
saída pra sonhar
raiva de sentir
felicidade pra não decepcionar...
tanto lugar por aí
pra gente continuar aqui
eu quero cair
eu quero é sentir
e de tanta regra e raiva e sonho
eu faço o mar
de tanta queda e saliva e barro
eu faço o mar
E é a falta do mar que me faz
é a falta de ter um cais
é a falta do mar que me faz
fazer mais...
...
eu mergulho numa sensação
que até então eu não tinha noção
e deixo o sal arder
no meu coração
pra lavar o meu espírito
de qualquer forma de
barreira ou poluição
(poluiçao!)

eu faço o mar...

quarta-feira, novembro 08, 2006

te conhecer [ou uma bruxinha pendurada no retrovisor de uma vã descontrolada]

Você tem uma noção diferente da vida dos outros
E interpreta cada situação como as expressões de seu rosto
E você desafia minha capacidade de resistir
Eu sei que eu nunca poderia estar com você
Porque você é muitas pra minha única forma de sentir
Mas às vezes me parece bem mais confortável te ver
E ouvir cada melodia das tramas que você cria na cabeça
Você é como uma detetive emocionalmente descontrolada
E eu acho inspiradoras as suas loucuras, por mais louco que pareça
E quando você quiser mais uma aventura policial, eu estou pronto
pra próxima rodada...
Você tem uma visão diferente para cada momento que eu escolho
E expressa a sua tendência para revoluções nas formas do seu olho
Você biografa as minhas atitudes e eu começo a rir
Eu confesso que já pensei várias vezes em estar(mesmo) com você
Mas “é como se o sol e a lua quisessem ocupar o mesmo céu,ao mesmo tempo” “desculpa,mais preciso dizer:mentir não é com você.”
“um dia quando você ficar do meu lado você vai ver”
Você é muito mais do que eu tenho capacidade de pedir
E muitas vezes é melhor me ignorar do que querer aparecer
E desperdiçar a oportunidade de te ouvir filosofar sobre a vida, como quem faz uma promessa...
Você é uma bruxinha pendurada no retrovisor de uma vã descontrolada
E eu acho emocionante pegar carona nas suas aventuras, emocionantemente depressa
E quando você quiser descarregar qualquer raiva monumental, eu te apronto
Uma desculpa pra se transformar numa polegada...
Eu sento e te olho tentando decifrar seus gestos
Eu fico em pé tentando cifrar as suas frases, ou os restos
É como se eu me perdesse e me desligasse, nos momentos mais incertos
E quando você me pergunta eu não minto...
E com você eu voltaria para casa a pé
E ai você pergunta “você nunca conheceu uma garota que nem eu, né?”