hoje foi difícil resistir
essa força estranha
querendo me derrubar...
e eu tive que ceder
porque eu ainda não chorei
eu ainda não me desesperei
das derrotas e perdas que tive
e das que possivelmente terei...
deve ser isso que tá faltando
isso que tá tão estranho
eu ainda preciso me acabar,
sofrer o mundo
pra depois me recuperar
e não pular degraus,
e maquiar as pancadas ...
deve ser isso
que você tem visto
em mim, sem entender...
disfarçadas
cicatrizes que brotam na superfície
(de uma tristeza antiga que eu tentei esconder)
pra dar lugar a algum sentimento novo
que com certeza nao iria caber...
não em mim
não em meu corpo
nem eu me encaixo...
eu não tenho certeza nenhuma...
eu só acho..
que eu tinha que caminhar sozinho
um pouco só...
não queria que ninguém me seguisse
mexeu muito comigo tudo que você disse
e eu queria muito que fosse tudo de outro jeito
você pode mandar eu ir me fuder
eu e essa minha existência indiferente
essa complicação inútil e criancissse
esse papo triste e doente...
não é pra você...você não merece
eu nem sou isso tudo que você vê
eu preciso mudar de pele
talvez daí eu chegue a ser ele...
aquele que pode, aquele que pode com você
eu preciso desse caminho sozinho
tem muita coisa pra eu sofrer
muita coisa pra eu digerir
eu preciso acabar logo com isso
e parar de fingir que não me conheço
me deixar um pouco sozinho...
é tudo que eu peço...
eu ainda quero muita coisa pra mim
eu quero coisas que ainda nem sei
ainda não sei o nome...
eu ainda sou criança demais
ainda acho que não vou morrer
e hoje vai ser difícil dormir
porque amanhã
eu não quero acordar...
eu quero renascer.
sábado, julho 26, 2008
sábado, julho 12, 2008
casa liberada [ ou não pensando, não pensando]
se dessa vez eu pudesse simplismente
liberar a entrada pra casa bagunçada
das coisas que eu vivo...
e fizesse uma festa open-bar
sem limites e sem hora pra acabar
se eu me permitisse não ter restrições
se deixasse qualquer um roubar
minhas coisas, meus pensamentos,
minhas emoções...
se eu nao pensasse mais
se eu perdesse as chaves
se eu fosse como os animais
e escutasse meus instintos
se dessa vez eu fizesse exatamente
o contrário de tudo que tenho me forçado
sobre tudo que eu vivo...
e se fosse um alívio?
liberar a entrada pra casa bagunçada
das coisas que eu vivo...
e fizesse uma festa open-bar
sem limites e sem hora pra acabar
se eu me permitisse não ter restrições
se deixasse qualquer um roubar
minhas coisas, meus pensamentos,
minhas emoções...
se eu nao pensasse mais
se eu perdesse as chaves
se eu fosse como os animais
e escutasse meus instintos
se dessa vez eu fizesse exatamente
o contrário de tudo que tenho me forçado
sobre tudo que eu vivo...
e se fosse um alívio?
segunda-feira, julho 07, 2008
desbravador de mim [ ou pseudo-quimioterapia]
( que sentimento é esse?
que às vezes acontece
que às vezes me aquece
e outras vezes me esquece
como se fosse uma prece
que sentimento é esse?
que às vezes me alcança
e às vezes me faz de criança
que às vezes me cansa
e outras vezes me enche de esperança
que sentimento é esse?
que eu sinto tanta falta
que às vezes me assalta
e deixa minha cabeça tão alta
esse sentimento astronauta
que sentimento é esse? )
cansei de olhar pra frente
e me enjoei de olhar pra trás
eu já nem sei quanto tempo faz
cansei de pensar na gente
eu quero um pouco mais de mim
resolvi, agora a pouco, ser assim
vou me dar ao meu presente
cansei de tempo, cansei de amor
cansei de saudade, cansei de dor
minhas poesias já viraram um tumor
não têm mais pra onde se expandir
não dá mais pra regredir
a partir de agora, ponho tudo pra fora
não me interessa regras, métricas,
velhas rugas, dúvidas e angústias,
só me interessa o agora e agora
sou eu
todo branco
numa floresta de pincéis e tintas de cores recém-nascidas
sem roupas e pés descalços
desbravador dos meus papéis e das verdades neles escondidas
sem raízes e sem laços
todo branco
ainda
sou eu
(no fundo, ainda sou eu)
que às vezes acontece
que às vezes me aquece
e outras vezes me esquece
como se fosse uma prece
que sentimento é esse?
que às vezes me alcança
e às vezes me faz de criança
que às vezes me cansa
e outras vezes me enche de esperança
que sentimento é esse?
que eu sinto tanta falta
que às vezes me assalta
e deixa minha cabeça tão alta
esse sentimento astronauta
que sentimento é esse? )
cansei de olhar pra frente
e me enjoei de olhar pra trás
eu já nem sei quanto tempo faz
cansei de pensar na gente
eu quero um pouco mais de mim
resolvi, agora a pouco, ser assim
vou me dar ao meu presente
cansei de tempo, cansei de amor
cansei de saudade, cansei de dor
minhas poesias já viraram um tumor
não têm mais pra onde se expandir
não dá mais pra regredir
a partir de agora, ponho tudo pra fora
não me interessa regras, métricas,
velhas rugas, dúvidas e angústias,
só me interessa o agora e agora
sou eu
todo branco
numa floresta de pincéis e tintas de cores recém-nascidas
sem roupas e pés descalços
desbravador dos meus papéis e das verdades neles escondidas
sem raízes e sem laços
todo branco
ainda
sou eu
(no fundo, ainda sou eu)
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