
*Abre a porta de entrada, preenche a sala de visitas
A poeira atrás da almofada, a teia trabalhada entre as paredes
A sujeira da casa que ninguém vê....
Abre a janela esbranquiçada, espalha as suas pistas
O vento vem e disfarça o mofo, cobre de poeira o que era novo
O interior da casa que ninguém vê....
O tempo engrossa as paredes, enfraquece as bases
Você continua sentado...
O tempo mantém instável, o enquadramento da casa
Logo, você quadrado...
Abre esse sorriso, cobre por inteiro a sua vista
O homem dentro da farda, a farsa calculada para sobreviver
o coração da casa, ta na sua cara mas ninguém vê....
Mostra a janela de entrada, deixa entrar o vento abolicionista
Desespero em gargalhada, a vida supostamente calculada
O espírito da casa, o seu coração, até alguém perceber...
O sentimento entre as paredes, se confunde com os gases
Você continua parado...
O tempo mantém aceitável, a moldura grossa da casa
Logo, você emoldurado...

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