Toda vez que eu lembro eu penso que não tem saída
Então me bota pra fora me emancipa me excomunga
Reclama, me força me convence me xinga
Mas não importa o quanto que eu tente falar
Ou planeje discursos em minha defesa
Você está acostumado com tudo beijado nas suas próprias mãos
Você é a parte irracional da realeza
E toda vez que penso eu lembro que não há saída
Você me força a te odiar por um momento que seja
Me chama de volta pros meus instintos reativos
E não importa o tanto que eu tente mudar
Ou pense em renovar a minha tese
Você não moveria um grão por uma montanha
E eu acho surreal a sua fraqueza
Esperando horas e vendo ir embora na hora da saída
Eu perdi minha paciência, minha dignidade, minha passividade
Eu te xingo, te bato, te calo, psicologicamente
Não importa o tamanho da minha acumulação
Ou a força da minha sub-divisão
Tudo isso vai acabar só me machucando numa magnífica implosão
vai acabar me fazendo sempre o mesmo mal
É essencial que você tenha a minha pobreza(pra limpar o seu quintal)
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