de manhã, marcha automática, o ar é cinza, o sons das chaves ecoam pela casa
na rua, os passos atropelados, cantando uma música, atuando sentimentos e fazendo novelas no meio-fio,
correndo pra pegar o onibus, o cabelo socando a cara, o passe estudantil, o onibus balança, e a música à 60 por hora, e a cabeça swingando focada na janela, o sol vai subindo, as pessoas estão compenetradas e com a testa enrugada e com os dedos apertados e com reclamações na ponta da língua e com uma pasta fechada, eu estou na janela swingando
e o sol sobe no swing
e o carro anda no swing
eu viajo no swing
eu esparro no swing
eu me acho no meu ringue
agora sou eu ou a tristeza mais profunda
agora, eu ou qualquer dia, segunda..
sou eu ou as rugas, pastas e corcunda
meu corpo ou uma preguiça vagabunda...
hoje de manhã eu venço a batalha
o sol nascendo me agasalha
no meu ouvido melodiam "sing!"
das sete ao meio-dia, swing
e eu sou dono do meu ringue...
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