sábado, julho 07, 2007

um livro mal acabado [ ou algo extraordinariamente novo em mim]

eu fechava o olho tentando achar um jeito
de sentir melhor o momento
e escutava todos os sons
eu gritava bem alto, até rasgar meu peito
pra viver melhor o sentimento
e cuspia todos os tons
eu pulava tanto, pra energizar o efeito
garantia força e impulsionamento
pra diferentes relações
no final
eu não tinha visto
eu não tinha escutado
eu não tinha descansado
dos momentos perdidos
nada..
no final
eu era apenas um registro
um livro mal acabado
eu só tinha me fechado
de todos os sentidos...
acaba
no final...
eu estava à procura de
algo extraordinariamente novo em mim
algum significado novo pra mim...
e a minha vontade berra
por cima da serra
por baixo da terra
e aqui não se encerra
nada.
eu não vou deixar essa guerra
acabar com o que sobrou da minha terra
(nada)
mas a minha vontade berra
à procura de
algo extraordinariamente novo em mim
algum significado novo pra mim...
e aqui não se encerra nada!
eu não vou me desviar
eu nao vou desviar a conversa
não vo me desviar mais
eu não vo me trocar por pressa
não tá faltando nenhuma peça
(mas eu to sentindo falta de alguma coisa
algo extraordinariamente novo em mim
algum significado novo pra mim...)

eu não saio do campo
eu não caio tão fácil
os falsos fortes(os falsos são fortes) me rodeiam
as minhas armas continuam
assaltos de sorte me estreitam
os meus escudos continuam
asfaltos sem norte me enganam
mas minhas rodas continuam

e a minha voz jorra
por cima da serra
por baixo da terra
minha vontade berra

eu preciso te encontrar ( eu preciso te encontrar)
eu tenho que te olhar de novo
eu preciso falar
o que você não faz idéia
eu tô no meio de uma guerra
e eu preciso te encontrar...

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