sábado, agosto 01, 2009

do que vivo do não concreto

nosso sábio amor
só ele sabe que ainda será
só ele sabe quando reaparecerá

nosso amor maduro
seguro de si
independe de nós
ciente dos prós e dos contras
sabe que muitas vezes a gente
dá as costas
e nem se dá conta
mas ele nos entende
nosso amor de compreensão celeste
sorri com o canto da boca
ele não faz alarde
não dá falso alarme
se guarda, mas não amarga
nosso amor sabe a hora de ser
sabe quando aparecer
e ele nos perdoa
pelas armadilhas que criamos pra ele
pelos dias que o odiamos por existir
nosso amor
sabe coexistir com a raiva,
com a tristeza, com a ausência,
com a indiferença...
nosso amor acostumado com o desprendimento
e com a inconsciência mórbida que temos dele
resiste continuamente, sim, porque eu acredito.











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