terça-feira, outubro 05, 2010

eu não quero morrer, pedrinha pequena
tem alguma coisa lá
que eu não sei nem querer
de tão nova, tão móvel
e assim tanto quero
já é outra, já de novo
já me reconheço
não vai me pegar desprevenido
o vento, a onda, nada me arrasta
estou atrás de você, abalo sísmico
paisagem vasta
quero sim ser moldado, erosão quero sim
até parece que sou essência, tá bom
quero não, viu, quero não
Eros caiu por terra há eras aqui
mas eu to num movimento caótico
se pá me bato de novo naquilo e pá
mas sei lá... existe o monte Everest
sabe, pedrinha pequena?

quis dizer que estou indo embora. 
e assim como o rio, nunca voltarei.


(quem sou eu nesses finais drásticos?)

4 comentários:

beta(m)xreis disse...

gostei. e cada hora que leio penso uma coisa.

:)

beta(m)xreis disse...

eros, erosão, eras.

pedra. abalo sísmico. erosão. everest.

um rio no final.

gostei mesmo da associação.

final drásticos me lembrou molotov ou beijo. e você tem um jeito de fechar algumas poesias tão seu, como que quase como auto-contraponto volta-e-meia de alguma forma. gosto.

beta(m)xreis disse...

mais: acho o tom das suas poesias tão teatral.

mais um mais: fiquei viajando na ideia de pedrinha pequena associando a pedra no sapato. rs. away.

chora rita disse...

queria que as pedras morressem afogadas