sexta-feira, janeiro 07, 2011

quanto mais dicas você me dá de como entrar na sua vida, mais chaves, mais detalhes tímidos e disfarçados, mais declarações explosivas e descaradas...
maior é o querer e a compaixão.
e acho que assim seria com qualquer um que se me mostrasse assim.
outro dia na parada de ônibus uma mulher me perguntou se eu era daqui de brasília, respondi que sim, ela perguntou se eu gostava daqui, respondi que sim, ela perguntou porque... só me veio na cabeça que era apaixonado por brasília porque aqui eu me sentia em casa. acho que ainda ficou faltando o porque.
mas pensando hoje, acho que com pessoas funciono do mesmo jeito.
e sem restrições ou limites ou quantidades. é só me sentir em casa. é só poder entrar de pés descalços e abrir todas as janelas. é só poder entrar sem pedir licença, sair sem dar tchau...poder sempre voltar.
todos os meus olhares, minhas frases muito antes pensadas, as que falo sem pensar, o carinho nas costas, as trocas... são tudo campainhas.


as vezes nínguém abre.
outro dia na parada de ônibus um cara sentou, pegou uma caixinha de fósforo, tirou um, riscou e jogou dentro pra acender todos de uma vez. depois jogou a caixa no chão.
fiquei tão curioso com aquilo.
depois pensei que aquilo podia ser alguma espécie de bomba, ele podia ser algum maluco. aí passou pela minha cabeça correr.
mas cheguei mais perto dele, porque se aquilo explodisse eu queria passar por aquilo, queria me queimar daquilo dele.

2 comentários:

Figueira Infinita disse...

ahh eu sei que ainda ficou faltando o porquê.

Helmine disse...

touché