segunda-feira, março 21, 2011

é perigoso ser livre? é frágil?
não senti um nó sendo desatado, a corda foi arrebentada no meio. por onde eu andava sentia que algo ia se desprendendo de mim e eu ia deixando cair, rindo enquanto escorria. que mais que eu quero? que mais eu queria.
isso que eu me fiz e me fizeram é histórinha pra dormir. eu sou brasileiro, minha família é parte de Minas, parte do Ceará, estudei em escola particular, tive um cachorro chamado shy, gosto de rock, música brasileira e incensos... dormiu?
uma coisa nova aconteceu. me livrei de um bocado dessas bagagens. eu fui. agora trânsito.
me livrar disso não me deixou leve. porque eu sempre fui, sempre fomos.
bastou me permitir, depois de enxergar o incerto, me banhar dele. beijar a dúvida. gozar no corpo do inexistente.
molhado ele existe, pulsante ele existe, dançando ele existe.
o antes inimaginável.
bem, bom é.